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CINE CAFÉ | Setembro/2014
Filmes polêmicos, autorias, de diversas nacionalidades e recentemente premiados em festivais pelo mundo são destaques do Cine Café de Setembro. A boa safra do cinema contemporâneo produzido em países como Chile, Irã, Alemanha e França traçam um panorama entre o cinema político e um profundo estudo das relações humanas.



Dia 09/09:
NO - ADEUS, SR. PINOCHET
(Dir: Pablo Larraín, CHI, 2012, 120 min.)
1988, Chile. O ditador chileno Augusto Pinochet, no poder desde 1973, convoca um plebiscito em razão de pressões internacionais. O referendo decidirá se ele continuará no poder por mais oito anos. Pinochet e o grupo dos partidos de oposição terão quinze minutos de espaço na televisão para convencer os eleitores. Para liderar a campanha política do “NO” (não), os adversários contrataram um publicitário de ideias avançadas, interpretado por Gael García Bernal. O diretor Pablo Larraín foi atrás dos registros reais e conseguiu dar ao filme o mesmo efeito das imagens televisivas da década de 80. Com a câmera na mão em busca de um estilo documental, o cineasta retrata com precisão um período crítico e expande seu roteiro ao abordar os bastidores das propagandas eleitorais. Um filme fiel aos fatos, cheio de emoção e paixão. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2013. 






Dia 16/09:
HOLY MOTORS
(Dir: Leos Carax, FRA/ALE, 2012, 115 min.)
A primeira coisa que se deve dizer sobre este filme é que ele não conta uma história linear, nem tem uma mensagem precisa. Desde que foi exibido no Festival de Cannes, ele suscitou as mais diversas reações e interpretações.É, acima de tudo, um estudo atentivo e interessado do ato de se representar na arte os fatos da vida. No filme, o Sr. Oscar (Denis Lavant) passa o dia em sua limusine luxuosa, alternando os "encontros". Em cada parada, ele assume uma nova identidade: um mendigo cego e agressivo, um pai jovem e atentivo, um senhor à beira da morte, um ladrão assassino. Mas quem paga este homem? Por que ele executa esta função? O filme não indica. O elemento mais perturbador de Holy Motors é a ausência de explicações. A partir de qual momento ele está fingindo? E por quê? "Pela beleza do gesto", ele explica vagamente, referindo-se de certa maneira à utilidade e ao propósito do cinema como arte.






Dia 23/09:
AMOUR
(Dir: Michael Haneke, FRA/ALE, 2013, 125 min.)
Georges e Anne são um casal de aposentados, que costumava dar aulas de música. Eles têm uma filha musicista que vive com a família em um país estrangeiro. Certo dia, Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. O casal de idosos passa por graves obstáculos, que colocarão o seu amor em teste. Em "Amor", o diretor Michael Haneke oferece um retrato doloroso de nossa mortalidade, e analisa a fundo o significado da palavra companheirismo. Vencedor da Palma de Ouro em Cannes e Oscar de melhor filme estrangeiro.






Dia 30/09:
A SEPARAÇÃO 
(Dir: Asghar Farhadi, Irã, 2012, 120 min.)

O casal Nader e Simin divergem sobre a possibilidade de deixar o Irã. Simin quer deixar o país para dar melhores oportunidades a sua filha. Nader, no entanto, quer continuar no Irã para cuidar de seu pai, que sofre do Mal de Alzheimer. Chegam a conclusão de que devem se separar. Sem uma esposa para cuidar da casa, Nader contrata uma empregada para os afaseres domésticos e para ajudar a cuidar de seu pai. Uma sucessão de acasos levará a vida dessas pessoas e viverem o maior drama de suas vidas. É um dos mais belos filmes realizados pela rica cinematografia do Irã. Intenso e inteligente, a obra nos possibilita, além das fortes emoções compartilhadas com os personagens brilhantemente construídos, uma leitura daquele País tão rigoroso com seus cineastas que, mesmo com toda a censura, acumulam prêmios pelo mundo inteiro.



No Cine Café você assiste filmes de um jeito diferente!

Mais do que exibir filmes raros, alternativos e de indiscutível valor para a história do cinema, o Cine Café é o espaço sorocabano para o encontro de cinéfilos, estudantes e apreciadores da sétima arte.